A Importância do Exame da Próstata

A Importância do Exame da Próstata

O câncer de Próstata é de natureza insidiosa com evolução variável, é um problema de saúde pública em todo o mundo. Nos países desenvolvidos é o tumor maligno mais freqüentemente diagnosticado no sexo masculino. No Brasil surgem quase 50.000 novos casos de câncer prostático por ano. (segundo o Instituto do Câncer).

O câncer de Próstata é potencialmente curável quando confinado à glândula. Infelizmente alguns homens que não se submetem ao exame da Próstata rotineiramente podem ter o diagnóstico do câncer prostático quando o tumor ultrapassou os limites da glândula. Mais da metade dos homens com câncer de Próstata não têm sintomas. Quanto mais tarde o diagnóstico, pior o prognóstico da doença.

O câncer de Próstata é raro antes dos 45 anos, aumentando sua incidência progressivamente, culminando com uma prevalência de 80% em autopsias de homens com mais de 80 anos. A influência genética é muito expressiva, sendo que homens com parentes de primeiro grau acometido, tem duas vezes mais chances de desenvolver a doença, e se na família houver dois ou mais indivíduos acometidos, a chance é cinco vezes maior do que da população em geral. Cerca de 80% dos pacientes com câncer de Próstata apresentam PSA total acima de 4 mg/ml. Atualmente há uma grande discussão quanto ao nível ideal do PSA. Alguns urologistas começam a se preocupar quando o PSA está com 2,5 mg/ml, outros só a partir de 4,0 mg/ml. Deve-se dosar o PSA e fazer o toque retal anual a partir dos 50 anos, para quem tem histórico familiar da doença, os exames devem ser feitos todos os anos a partir dos 40 anos. Alguns fatores que podem aumentar o PSA sem, no entanto, ser câncer da Próstata são: ejaculação precoce, toque retal, infecções urinárias, cirurgia de Próstata, sondagem vesical, prostatite, biópsia de Próstata, hiperplasia prostática etc.

O paciente que vai fazer dosagem do PSA deverá ter os seguintes cuidados: só poderá dosar o PSA após 48 horas da ejaculação ou do toque retal e após seis semanas nas prostatites tratadas, biópsia transretal e cirurgia da Próstata. PSA normal em paciente com 30 a 49 anos é até 2,5 mg/ml de 50 a 59 anos até 3,5 mg/ml de 60 a 69 anos 4,0 mg/ml e 70 a 79 anos até 6,0 mg/ml. Esses dados vão depender da velocidade de aumento do PSA, do tamanho prostático, etc. O PSA máximo após a retirada da Próstata é de 0,5 mg/ml, caso ultrapasse essa dosagem a doença pode ter reincidivado. O diagnóstico do câncer prostático começa com o toque retal e a dosagem do PSA, caso haja alguma alteração, o urologista também poderá solicitar o Ultra-som Transretal com Doppler Colorido e a Ressonância Magnética para melhor avaliação. No exame de toque, o especialista poderá tocar ou não um nódulo na Próstata devido às suas pequenas dimensões ou devido à sua localização, tanto no Ultrassom quanto na Ressonância Magnética poderemos ou não visualizar o tumor. Na nossa experiência de mais de 10.000 Biópsias, na maioria dos cânceres prostáticos diagnosticados, o PSA está elevado.

A confirmação do câncer prostático é feita através da Biópsia de Próstata guiada por Ultra-som. Atualmente a biópsia prostática é feita ambulatorialmente, indolor devido à sedação, a recuperação é muito rápida, tornando um método revolucionário de diagnóstico precoce desta doença. Com a ultra-sonografia, podemos visualizar um número significativo de nódulos, realizando a Biópsia na região suspeita, aumentando a chance do diagnóstico correto, além de estadiar o câncer.

A Biópsia prostática será indicada novamente quando: o PSA continuar elevado; apresentar uma lesão pré-cancerígena ou área suspeita; quando o Urologista tocar um nódulo novo endurecido que não existia antes da Biópsia. Com o diagnóstico precoce da doença, há aumento da sobrevida dos pacientes, melhorando a sua qualidade de vida.

Hoje sete em cada dez casos de câncer de próstata são identificados quando a chance de cura beira os 100%%. Somente 10% dos pacientes se descobrem doentes quando as células tumorais já contaminaram outros órgãos. O paciente juntamente com o seu urologista poderão optar por alguns tipos de tratamentos como, por exemplo: Prostatectomia radical (retirada total da próstata). Há 20 anos os riscos de disfunção erétil e incontinência urinária após a prostatectomia radical giravam em torno de 80% e de 30% respectivamente, hoje são de ate 30%, no primeiro caso e entre 3% e 5% no segundo. Radioterapia, com as máquinas mais modernas a radiação é direcionada a próstata, atingindo menos os outros órgãos próximos a Próstata. Braquioterapia são microcápsulas radioativas colocadas diretamente na próstata. Quimioterapia diminui a multiplicação celular. Hormonioterapia usado para inibir o hormônio masculino. Vigilância ativa consiste na avaliação trimestral do tumor, neste caso o paciente não poderá ter o seu PSA maior que 4,0 mg/ml. Hoje o câncer de Próstata é mais controlável.

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